O Cozido do Cristão-Velho

Em 1492, os judeus são expulsos de espanha por Isabel I de Castela e Fernando II de Aragão, contudo 60.000 judeus recusaram a conversão e emigraram para Portugal, onde D. João II, influenciado por judeus importantes da Corte os acolheu, impondo o pagamento de oito ducados de ouro, preço elevado à época.


Com o falecimento de D. João II, sucede-lhe D. Manuel, que se revela muito tolernate com os judeus que não conseguem pagar os oito ducatos de ouro impostos por seu primo, contudo, ao pedir a mão de Isabel, filha de Isabel I e Fernando II de Espanha, aceita inserir no contrato, uma cláusula de garantia, como expulsava os judeus ainda não convertidos ao cristianismo de território português, até outubro de 1947, sob pena de morte. Contudo o verdadeiro plano de D. Manuel era a conversão de todos os judeus e não a sua expulsão, e por isso proclama novas ordens relativas aos filhos de judeus, para os incentivar a converterem-se a a baptizar os filhos. Ainda assim, algum judeus permaneeram impávidos e não aceitaram voluntariamente a conversão, e após tortura de três dias, foram convertidos à força, transformando-os assim em "cristãos-novos" por altura do início da Primavera.


Assim também a designação "cristão-velho ou "cristão-puro" surge nesta altura, apesar de não conferir nenhum privilégio ou estatuto oficial, era uma condição social honrosa, prestigiosa e de orgulho, que estava fora do alcance de muitos ricos.


E é justamente na mesma altura do ano, que o Cozido do Cristão-Velho é feito nas casas grandes casas senhoriais de Trás-os-Montes por altura da matança do Porco, tradição mantida na Quinta d'Alagoa até aos dias de hoje.


Com vários enchidos de porco, carnes de porco salgadas, couves, batatas, cenouras, feijão-branco, sal, hortelã e dentes de alho, é feita a cozedura, de onde sai o caldo para fazer o arroz. Tradicionalmente feito em panelas de ferro, é ainda assim que o fazemos na Quinta d'Alagoa, para darmos a quem nos visita uma experiência autêntica.


Na Quinta d'Alagoa além de poder ficar hospedado no nosso Turismo Rural pode também, provar as tradições e os sabores transmontanos com mais de 4 séculos de história.


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